Mais de 10 milhões de crianças em todo o território nacional começaram a ser vacinadas contra a poliomielite, o sarampo, a rubéola e a febre-amarela, na sexta-feira [23.10.2026], no âmbito de uma das maiores operações de saúde pública alguma vez realizadas em Angola.
Lançada em Luanda pela Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, a Campanha Nacional Integrada de Vacinação representa um esforço sem precedentes por parte do Executivo angolano para reforçar a protecção das crianças contra doenças potencialmente mortais, aumentar a imunidade colectiva e consolidar os progressos alcançados pelo país na prevenção e no controlo de doenças evitáveis por vacinação.
Durante a cerimónia de lançamento, a Vice-Presidente da República destacou que a saúde infantil continua a ser uma prioridade estratégica do Executivo angolano. Esperança da Costa referiu que os investimentos realizados nos últimos anos na expansão da rede de saúde, na formação de profissionais de saúde, no reforço da cadeia de frio e na aquisição de vacinas têm permitido ampliar a protecção das famílias angolanas.
A Vice-Presidente salientou que embora a campanha represente um passo importante para acelerar a protecção das crianças, o objectivo do Executivo vai para além dos cinco dias de vacinação. “Esta campanha reforça o nosso compromisso com a vacinação, mas a protecção das nossas crianças não se esgota numa campanha. É fundamental manter e reforçar a vacinação de rotina”, referiu.
A campanha decorre entre 23 e 27 de Outubro e conta com a participação de mais de 77 mil profissionais de saúde, voluntários, mobilizadores sociais e líderes comunitários, organizados em mais de 11 mil equipas de vacinação, que actuarão em comunidades urbanas, zonas rurais e áreas de difícil acesso em todas as províncias do país.
Nas zonas fronteiriças com a República Democrática do Congo e a Namíbia, a campanha inclui também a administração da vacina injectável contra a pólio, em coordenação com iniciativas semelhantes nesses países, reforçando a protecção das populações fronteiriças e contribuindo para os esforços regionais de interrupção da transmissão da doença.
Liderada pelo Executivo angolano, a campanha conta com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a GAVI (Aliança Global para a Vacinação), a Iniciativa Global para a Erradicação da Poliomielite (GPEI) e de outros parceiros nacionais e internacionais.
Desde a introdução do Programa Alargado de Vacinação, Angola tem vindo a ampliar progressivamente o seu calendário de vacinação, passando de cinco vacinas em 1979 para treze em 2026, o que permite proteger as crianças contra um número crescente de doenças evitáveis.
Em simultâneo, o país aumentou significativamente a sua capacidade de armazenamento e de conservação de vacinas. O número de unidades sanitárias com cadeia de frio aumentou substancialmente nos últimos anos, graças à instalação de equipamentos solares em zonas remotas, o que permite alcançar mais crianças, mesmo nas localidades de mais difícil acesso.
Ao mobilizar o Executivo, os profissionais de saúde, as autoridades locais, os líderes comunitários, as organizações da sociedade civil e os parceiros internacionais em torno de um objectivo comum, Angola reafirma a sua determinação em consolidar os avanços alcançados no domínio da saúde pública, proteger os ganhos obtidos na luta contra a poliomielite e o sarampo, e garantir que nenhuma criança fique para trás.
Com o lema "As vacinas funcionam. As vacinas salvam vidas", o Executivo angolano apela a todos os pais, mães e encarregados de educação para levarem as suas crianças aos postos de vacinação e manterem os respectivos cartões de vacinação actualizados.