Efemérides


Dia Internacional de Acção pela Saúde da Mulher

Celebra-se esta quinta-feira, 28 de Maio de 2026, o Dia Internacional de Acção pela Saúde da Mulher, criado em 1987 durante o V Encontro Internacional sobre Saúde da Mulher. Contudo, foi em 1984 que a mobilização ganhou força, durante o IV Encontro Internacional Mulher e Saúde, na Holanda, onde foram expostas as altas taxas de mortalidade materna e a precariedade do atendimento à mulher. A data tem como objectivo chamar a atenção e promover a consciencialização da sociedade para os diferentes problemas ligados à saúde e às condições de vida da população feminina, principalmente no âmbito dos direitos sexuais e reprodutivos. As patologias malignas, como o cancro do colo do útero e o cancro da mama, assim como doenças benignas mas com impacto significativo na qualidade de vida das mulheres — como os miomas, a endometriose, as infecções urinárias e vaginais — e, mais recentemente, a depressão, a fibromialgia e a obesidade, estão entre as principais doenças que afectam o sexo feminino. Em Angola, a taxa de mortalidade materna encontra-se actualmente em 170 mortes para cada 100.000 nados-vivos. Este indicador registou uma melhoria progressiva, tendo descido da estimativa anterior de 239 óbitos por 100.000 nados-vivos. É um momento de reforçar a prevenção e o diagnóstico precoce de doenças exclusivas ou mais incidentes no público feminino, como o cancro da mama, o cancro do colo do útero, a endometriose e os miomas.


Dia de África

Celebra‑se na segunda‑feira, 25 de Maio de 2026, o Dia de África, anteriormente designado por Dia da Liberdade de África e Dia da Libertação de África. Esta efeméride é comemorada anualmente pela União Africana (UA) desde 25 de Maio de 1963, data que marca a criação da Organização da Unidade Africana, embrião da actual UA. O Primeiro Congresso dos Estados Africanos Independentes realizou‑se em Acra, no Gana, a 15 de Abril de 1958, convocado pelo Primeiro‑Ministro do Gana, Dr. Kwame Nkrumah. Estiveram presentes representantes do Egipto, Etiópia, Gana, Libéria, Líbia, Marrocos, Sudão, Tunísia e da União Popular dos Camarões. Esta conferência apresentou os progressos dos movimentos de libertação no continente africano e simbolizou a determinação dos povos africanos em libertar‑se do domínio e da exploração estrangeiros. Neste contexto histórico, Angola é considerado um dos maiores contribuintes para a União Africana e para o Fundo de Paz. Sua Excelência, o Presidente da República de Angola, João Manuel Gonçalves Lourenço, assumiu a liderança rotativa da organização, projectando uma visão centrada na estabilidade e na resolução pacífica de conflitos, inspirada na própria experiência de paz vivida pelo país após décadas de guerra civil. Actualmente, Angola desempenha um papel crucial no continente africano, destacando‑se na diplomacia, na resolução de conflitos e na promoção do desenvolvimento regional. O país é reconhecido como mediador importante em diversos conflitos africanos e como promotor activo da integração económica e da paz. O Dia de África não é apenas uma celebração histórica, mas também um apelo à unidade, à cooperação e ao fortalecimento da identidade africana. É um momento para recordar os sacrifícios das gerações passadas, valorizar os progressos alcançados e renovar o compromisso com um futuro de prosperidade, justiça e paz para todos os povos africanos.


Dia Mundial da Tartaruga

Este sábado, 23 de Maio de 2026, celebra‑se o Dia Mundial da Tartaruga, uma iniciativa anual promovida pela American Tortoise Rescue, visando despertar consciências, ampliar o conhecimento e reforçar o respeito por estes animais ancestrais, que carregam consigo milhões de anos de história natural. Mais do que uma efeméride, trata‑se de um apelo urgente à acção — à defesa de criaturas que, lentamente, caminham rumo à extinção se nada for feito. A data é assinalada em todo o mundo. Campanhas educativas, passando por acções de resgate de tartarugas em estradas, até investigações que denunciam actividades nocivas ao seu habitat marcam a data. Em Angola, o Projecto Kitabanga é exemplo de perseverança e compromisso. Implementado desde 2003 pelo Departamento de Biologia da Faculdade de Ciências Naturais da Universidade Agostinho Neto, tem como missão a investigação e conservação das tartarugas marinhas. Como resultado, milhões de tartarugas são encaminhadas para o mar, com bases de monitorização que se estendem do Zaire ao Namibe. Não menos relevante é o envolvimento directo do Presidente da República, João Lourenço, que já participou em acções de protecção e devolução de centenas de tartarugas marinhas na costa angolana, na Foz do Rio Longa, no Kwanza Sul — uma área crítica para a desova e berçário destes animais. O gesto presidencial não foi apenas simbólico, foi um sinal político de que a preservação ambiental deve ser prioridade nacional. A conservação das tartarugas em Angola conta ainda com o apoio de instituições educacionais e ambientais, bem como do Estado, que procura promover a educação ambiental junto das comunidades costeiras. É um esforço colectivo que nos lembra que proteger tartarugas é, em última análise, proteger o futuro da biodiversidade e a própria relação do ser humano com o planeta.