Efemérides


Dia Internacional dos Museus

Celebra‑se nesta segunda‑feira, 18 de Maio de 2026, o Dia Internacional dos Museus, criado em 1977 pelo Conselho Internacional de Museus, organismo associado à UNESCO. Esta efeméride tem como propósito aproximar o público dos espaços museológicos e incentivar a preservação do património material e imaterial em diferentes partes do mundo. Mais do que uma celebração, este dia constitui uma oportunidade para reforçar a ligação entre os museus e os seus visitantes, aumentando a consciência pública sobre os desafios que estas instituições enfrentam e sublinhando o papel que desempenham no desenvolvimento da sociedade em escala internacional. Em Angola, o Dia Internacional dos Museus assume especial relevância ao destacar a recuperação de peças levadas durante o período colonial e os conflitos armados, a modernização das infra‑estruturas museológicas e a promoção da chamada “economia laranja”. O Museu Regional de Cabinda, fundado a 18 de Maio de 1986, é exemplo disso: preserva mais de 400 peças que documentam as tradições e a história dos antigos reinos de Makongo, Mangoyo e Maloango, desempenhando um papel estratégico na afirmação e valorização da cultura local. É prioridade do Estado angolano investir na modernização de instituições como o Museu Nacional de Antropologia e a Fortaleza de São Miguel, apostando na capacitação de quadros especializados e na superação de desafios estruturais. Os museus são, assim, assumidos como ferramentas cruciais para o diálogo, a coesão social e o fortalecimento da identidade nacional.


Dia Mundial das Aves Migratórias

O mundo celebra, nesta segunda-feira, 11 de Maio de 2025, o Dia Mundial das Aves Migratórias. A efeméride foi proclamada pelo Secretariado do Acordo sobre a Conservação de Aves Aquáticas Migratórias da África-Eurásia, em colaboração com o Secretariado da Convenção sobre a Conservação de Animais Selvagens da mesma região. O objectivo é reflectir sobre a natureza cíclica da migração das aves, que ocorre em diferentes períodos nos hemisférios Norte e Sul. Em Angola, o tema escolhido para este ano é: «Cada Ave Conta – As suas Observações Importam!». A proposta sublinha a relevância da participação das pessoas na conservação das aves e na produção de conhecimento científico. Indivíduos, comunidades e organizações de todo o mundo são reconhecidos pelo papel que desempenham na construção da base de dados necessária para proteger estas espécies além-fronteiras. As aves migratórias constituem uma ponte natural entre ecossistemas angolanos e outros pontos de África e do planeta. A sua preservação é vital para a manutenção da biodiversidade e encontra-se regulada por instrumentos internacionais, como a Convenção de Bona. A comemoração não se limita à celebração da beleza e importância das aves migratórias: ela também alerta para os graves impactos da poluição e para os efeitos nefastos que esta exerce sobre a vida destas espécies. Assim, o Dia Mundial das Aves Migratórias inspira cidadãos e organizações a agir em prol da conservação, lembrando que cada gesto de observação, protecção e sensibilização pode fazer a diferença.


Dia Internacional da Cruz Vermelha

Assinala-se, esta sexta-feira (08.05.2026), o Dia Mundial da Cruz Vermelha, data que homenageia o nascimento do seu fundador, Henry Dunant, em 1828, na Suíça. Dunant foi um grande ícone do voluntariado mundial e recebeu o Prémio Nobel da Paz em 1901. O conflito que incentivou Dunant a criar esta instituição humanitária foi a Batalha de Solferino, em Itália, onde milhares de soldados foram feridos — um evento que levou o filantropo a interromper a sua viagem de negócios para prestar assistência às tropas. Este foi o princípio de uma acção humanitária que, rapidamente, se tornaria mundial. Formada pelo Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV), pela Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho e por 189 Sociedades Nacionais, a Cruz Vermelha actua em cenários de guerra e em emergências, tais como pandemias, inundações e terramotos. Embora tenha surgido para dar resposta a zonas de conflito, as acções da Cruz Vermelha estendem-se hoje a mais de 192 países. A organização reúne quase 15 milhões de voluntários que actuam numa vasta rede de assistência humanitária, protegendo pessoas em situações de emergência, momentos de crise, desastres ou em qualquer outra condição de vulnerabilidade. Em Angola, a Cruz Vermelha de Angola (CVA) foi fundada em 1978 e é reconhecida pelo Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV). Esta instituição desempenha um papel vital na assistência humanitária no país, trabalhando em conjunto com a Federação Internacional da Cruz Vermelha (FICV). A CVA destaca-se pelo seu papel crucial na assistência humanitária, na prevenção de desastres e na promoção da saúde pública, mobilizando, para o efeito, mais de 10 mil voluntários.