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Vice-Presidente da República aborda questões sobre jovem mulher

Governo 24-07-2026
VPR aponta Declaração de Luanda como ponto de viragem continental

A Vice‑Presidente da República, Esperança da Costa, reafirmou esta sexta‑feira, em Luanda, a importância da economia azul como instrumento de diversificação económica, inclusão social, segurança alimentar e criação de emprego digno.

Ao intervir no acto de abertura do Segmento Ministerial de Alto Nível da 3.ª edição da Semana Africana da Economia Azul, Esperança da Costa defendeu igualmente a valorização das comunidades costeiras, considerando que o mar e as águas interiores não são apenas recursos a explorar, mas património a proteger, capital natural a regenerar e plataforma de desenvolvimento para as novas gerações.

A Vice‑Presidente explicou que a economia azul está alinhada com a estratégia macroeconómica de Angola, no quadro do Plano de Desenvolvimento Nacional 2023‑2027, que assume como prioridade central a diversificação da estrutura económica nacional e desempenha um papel importante no aumento da produção nacional, do capital humano, da melhoria da produtividade, do reforço do sector privado e da modernização das infra‑estruturas.

“Angola possui 1.650 km de costa atlântica, sendo um país profundamente ligado ao mar”, disse a Vice‑Presidente da República, para quem “a nossa posição geográfica, a nossa história, a nossa economia e a vida de muitas comunidades dependem do equilíbrio entre o uso produtivo dos recursos e a sua conservação”.

As autoridades elaboraram, para o efeito, a Estratégia do Mar de Angola, bem como o Plano de Ordenamento do Espaço Marinho, onde a costa angolana, os ecossistemas, a pesca, o transporte marítimo, o turismo costeiro, a energia, a investigação científica e a protecção ambiental constituem dimensões de uma mesma visão nacional.

Com a tónica da segurança alimentar, a Vice‑Presidente lembrou que a pesca marítima ou continental e a agricultura sustentável podem reforçar a segurança alimentar, reduzir importações, acrescentar valor à produção e gerar emprego em cadeia.

“A economia azul deve criar valor nos países africanos e não apenas exportar matérias‑primas, bem como promover cadeias de valor robustas, formalizar actividades e integrar mulheres e jovens em sectores de futuro”, referiu a VPR.

Para Esperança da Costa, é igualmente decisiva a Zona de Comércio Livre Continental Africana, no quadro da integração económica africana, oferecendo a oportunidade de expandir o comércio intra‑africano de bens e serviços azuis, aproximando Estados ribeirinhos, insulares e sem litoral, reconhecendo a importância da economia azul como ponte entre territórios e via de circulação de alimentos, energia, serviços, tecnologia e conhecimento.

“Angola situa‑se num ponto estratégico do Corredor do Atlântico Sul, uma posição que confere responsabilidades acrescidas na ligação entre a África Austral, Central, Golfo da Guiné e os mercados globais, contribuindo para o fortalecimento de portos, cadeias logísticas, conectividade regional e segurança marítima”, acrescentou.

A Vice‑Presidente disse esperar que o evento de Alto Nível produza contributos substantivos para a Declaração de Luanda, instrumento político determinante da Semana Africana da Economia Azul 2026.

O continente, realçou, tem a responsabilidade de proteger a base ecológica da prosperidade, uma vez que não há economia azul se os mares forem degradados, se a poluição avançar ou se existir pesca ilegal, declarada e não regulamentada, retirando valor aos povos africanos.

Na sua visão, a Declaração de Luanda deve afirmar a necessidade de sistemas de contabilidade de dados azuis como condição para avaliar impactos e atrair investimento. Apelou, por isso, aos Estados‑membros da União Africana, às comunidades económicas regionais e aos parceiros presentes para que a Declaração de Luanda seja adoptada por consenso, por ser “um instrumento político e ponto de viragem continental, que alinhe prioridades, acelere a implementação da estratégia da economia azul africana, mobilize financiamento e se transforme num pilar efectivo da Agenda 2063”.

Fonte: OAVPR
Governo 10-07-2026
Angola convidada a ratificar Convenção Africana sobre o Fim da Violência Contra Mulheres e Meninas

A Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, recebeu quinta-feira [09.07.2026], em Luanda, a delegação da União Africana (UA) que participa no II Fórum Internacional da Mulher para a Paz e Democracia, com quem abordou a ratificação da Convenção Africana sobre o Fim da Violência Contra Mulheres e Meninas.

No final da audiência, a enviada especial da UA para Mulheres, Paz e Segurança, Liberata Mulamula, desafiou Angola a ser o primeiro país a ratificar o instrumento jurídico adoptado pela organização continental que, referiu, reforça a protecção das vítimas, responsabiliza os autores de violência e intensifica o combate à impunidade no continente africano.

Liberata Mulamula recordou que os chefes de Estado e de Governo da União Africana assinaram a convenção durante a presidência rotativa de Angola na organização, exercida pelo Presidente João Lourenço até Fevereiro de 2026. O instrument, acrescentou, estabelece medidas de prevenção e combate à violência contra mulheres e raparigas, para além de mecanismos de protecção das sobreviventes e de responsabilização dos agressores.

A enviada especial da União Africana destacou os avanços de Angola na promoção da participação feminina em cargos de decisão e manifestou satisfação pelo elevado número de mulheres em funções de liderança na administração pública.

Ao Executivo angolano, liderado pelo Presidente João Lourenço, Liberata Mulamula agradeceu pelo apoio prestado à realização do II Fórum Internacional da Mulher para a Paz e Democracia, que decorre em Luanda sob o lema “Transformar África: Empoderando Mulheres na Liderança para a Paz e o Crescimento Inclusivo do Continente".

Fonte: OAVPR
Governo 09-07-2026
VPR e responsável da UNESCO analisam papel de Angola na Rede Mundial de Reservas da Biosfera

A Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, realçou quarta-feira [08.07.2026], em Luanda, a urgência de incluir a juventude nos programas de preservação ambiental.

“Temos de envolver os jovens, não só por possuírem habilidades, conhecimento e engajamento necessário para o desenvolvimento do país, mas também para que possam criar emprego e sentir-se transformadores da sociedade”, defendeu Esperança da Costa durante uma audiência concedida à subdirectora-geral adjunta da UNESCO para Prioridade África e Relações Exteriores, Lídia Arthur Brito.

Lídia Arthur Brito, classificou como “muito produtivo” o encontro, em foram abordados, entre outros assuntos, a importância da inclusão de Angola na Rede Mundial de Reservas da Biosfera, assim como o reforço da cooperação bilateral entre Angola e a UNESCO.

A entrada de Angola na Rede Mundial de Reservas da Biosfera, sublinhou a diplomata, abre caminho para propor novas zonas focadas no desenvolvimento local e na protecção ambiental. “Vai permitir às comunidades locais desenvolverem as suas potencialidades com base na sustentabilidade”, afirmou, destacando que os programas de conservação vão impulsionar o crescimento socio-económico regional e abrir portas ao turismo sustentável.

A Rede Mundial de Reservas da Biosfera, criada pela UNESCO através do Programa “O Homem e a Biosfera”, integra mais de 780 áreas em 142 países. Estes territórios conciliam a conservação da biodiversidade com o desenvolvimento socioeconómico sustentável e o conhecimento científico.

Durante a audiência, foi igualmente projectada a realização da IV edição da “Bienal de Luanda – Fórum Pan-Africano para a Cultura da Paz e da Não-Violência”, agendada para o próximo mês de Outubro. O evento terá como lema “Valorizar a Água: Governação da Água como Ferramenta para a Prevenção, Mediação e Resolução de Conflitos”.

A agenda de Angola enquanto Estado-membro da UNESCO nas áreas da Educação, Ciência e Cultura — com foco na paz — foi igualmente analisada.

Fonte: OAVPR
Governo 06-07-2026
VPR interage com "Kandengues Cientistas"

A Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, recebeu, sexta-feira [03.07.2026], no seu gabinete, um grupo de 25 crianças provenientes de diversas escolas do país, entre as quais integrantes do projecto "Kandengues Cientistas".

A visita decorreu num ambiente de entusiasmo e partilha de conhecimentos, com o objectivo de estimular o interesse das crianças pela ciência, inovação e investigação desde tenra idade.

Durante o encontro, os menores apresentaram experiências científicas desenvolvidas no âmbito do programa "Pequenos Inventores, Grandes Ideias", evidenciando criatividade, pensamento crítico e capacidade de aplicar conceitos científicos na resolução de desafios do quotidiano.

Na ocasião, a Vice-Presidente Esperança da Costa destacou o empenho das crianças, professores e encarregados de educação, e sublinhou que iniciativas desta natureza contribuem para o fortalecimento da cultura científica e para a formação de uma nova geração preparada para responder aos desafios do desenvolvimento nacional.

O programa "Pequenos Inventores, Grandes Ideias" propõe-se despertar o interesse dos estudantes pelas áreas da ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM), promovendo a experimentação, a criatividade e a procura de soluções inovadoras para problemas reais.

No final da visita, a Vice-Presidente encorajou os pequenos cientistas a prosseguirem os estudos, a manterem viva a curiosidade e a colocarem o conhecimento ao serviço do desenvolvimento de Angola.

Fonte: Angop
Governo 02-07-2026
VPR e membros da Família Tucker abordam cooperação no Ensino Superior entre Angola e EUA

A Vice‑Presidente da República, Esperança da Costa, recebeu em audiência esta quinta‑feira [02.07.2026], em Luanda, membros da Família Tucker, descendente dos primeiros escravos angolanos que chegaram ao território dos Estados Unidos da América (EUA) no século XVII.

Durante o encontro, Esperança da Costa abordou com Wanda Tucker, Vicent A. Tucker, e Felicia Tucker diversos assuntos, com destaque para a colaboração no Ensino Superior, em particular no ensino STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) e a possibilidade de programas de colaboração com a Universidade de Hampton, na Virgínia.

Particular destaque foi dado ainda à possibilidade de se criarem mais parcerias entre Angola e o Estado da Virgínia, que é a sede da “Sociedade William Tucker 1624”, da Família Tucker.

A Vice‑Presidente Esperança da Costa e os integrantes da Família Tucker falaram igualmente da grande biodiversidade que existe em Angola para efeitos de turismo, para além da possibilidade de trocas de currículos de professores universitários na área da História, permitindo que os angolanos residentes na “terra mãe” e os descendentes angolanos já estabelecidos nos EUA possam aprender mais entre si.

Os membros da Família Tucker aproveitaram a ocasião para convidar a Vice‑Presidente da República a participar, em Agosto, no Estado da Virgínia, Estados Unidos da América (EUA), numa cerimónia por ocasião da celebração dos 250 anos de História dos EUA.

A Família Tucker estabeleceu desde 2021, a convite do Presidente da República, João Lourenço, uma tradição de visitas regulares a Angola para realizar o chamado turismo de memória, com o objectivo de explorar as suas raízes ancestrais, educar as novas gerações e fortalecer os laços com a diáspora africana. Através da Sociedade William Tucker 1624, a família colabora com o Executivo para criar uma plataforma de articulação permanente e impulsionar o turismo cultural.

Fonte: OAVPR

vicepresidente.gov.ao Vice-Presidente da República de Angola

Esperança Maria Eduardo Francisco da Costa



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