Os membros do Conselho Nacional de Águas (CNA) analisaram esta segunda-feira [13.04.2026], na sua primeira sessão ordinária do ano, o Relatório de Actividades referente ao exercício de 2025, documento que espelha acções desenvolvidas no domínio da organização interna do Conselho, e da gestão integrada de resíduos com impacto na sustentabilidade hídrica e da situação do saneamento em Angola.
Durante a reunião, orientada pela Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, na qualidade de coordenadora do CNA, por inerência de funções, os membros deste órgão de consulta do Titular do Poder Executivo responsável pelo planeamento, gestão e utilização dos recursos hídricos apreciaram a Proposta do Plano de Actividades para 2026 e respectivo orçamento.
No âmbito das actividades a realizar no corrente ano, o CNA recomenda que sejam privilegiadas acções estruturantes no domínio dos recursos hídricos, com destaque para a realização de um Congresso Internacional sobre a Água, para que o País possa divulgar as acções implementadas no quadro do combate aos efeitos das alterações climáticas e da seca no sul de Angola, e recolher experiências e boas práticas de outros países.
Os membros da CNA defendem que se atribua primazia estratégica ao funcionamento dos perímetros irrigados e canais de rega, às medidas de combate ao garimpo de água na Província de Luanda, e outras acções que concorrem para a melhoria do abastecimento de água às populações. Como tarefas prioritárias, defendem a reabilitação da via da Muxima para a localidade de Caxarandanda, parcerias público-privadas na gestão das bacias hidrográficas e infraestruturas hidráulicas, e a protecção de áreas de recarga e zonas de vulnerabilidade de aquíferos em Angola, entre outros.
Além do Relatório de 2025 e do Plano de Actividades de 2026, os membros do Conselho apreciaram o Projecto-Síntese da Acta da sessão anterior, realizada em 02 de Dezembro de 2025, e o grau de cumprimento das deliberações e recomendações dela resultantes. Foram informados, ainda, sobre a Proposta de Protecção de Áreas de Recarga e Vulnerabilidade de Aquíferos em Angola, com incidência particular às províncias do Namibe, Huíla, Cunene, Cuando e Cubango.