O Presidente da República, João Lourenço, orientou esta quarta-feira [22.04.2026], no Palácio Presidencial, a 1ª Reunião Extraordinária da Comissão Económica do Conselho de Ministros, que recomendou a adopção de um conjunto de medidas estratégicas, para fazer face ao impacto negativo do conflito no Médio Oriente na economia angolana.
De entre outras medidas, a comissão recomendou a constituição antecipada de reservas de fertilizantes, pesticidas, sementes, vacinas animais, alimentos, medicamentos e outros insumos essenciais, o reforço da reserva estratégica de combustíveis, a continuidade das políticas de estímulo à produção interna e a aceleração da promoção do "Destino Angola", com destaque para a estratégia MICE (eventos, conferências e turismo de negócios).
Durante a reunião, foi analisado um memorando sobre os impactos da crise no Médio Oriente, que aponta para efeitos nas finanças públicas, no sector produtivo e no custo de vida. Segundo o documento, o aumento do preço do petróleo, embora represente uma oportunidade de reforço das receitas para o OGE 2026, pode também agravar a despesa com subsídios aos combustíveis, devido à dependência do país da importação de refinados. O Executivo antevê ainda pressões inflacionárias, impulsionadas pelo encarecimento de bens e serviços importados, com impacto no poder de compra das famílias.
**Apoio a afectados por calamidades
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Na mesma sessão foi igualmente apreciado um projecto de Decreto Presidencial que estabelece medidas excepcionais de apoio às empresas e unidades económicas afectadas por calamidades naturais, com destaque para as recentes inundações. De entre as medidas, destaca-se a criação de uma linha de crédito de 30 mil milhões de kwanzas, a ser operacionalizada pelo Banco de Poupança e Crédito, em condições bonificadas, para apoiar a reposição de activos produtivos, reforçar a liquidez das empresas e reduzir o risco de insolvência.